Como Criar Crianças de Sucesso (Parte 1 de 3)

Segundo a educadora e escritora formada pela Universidade de Stanford, Julie Lythcott, é extremamente importante focar em fornecer à criança o que de fato é imprescindível, o amor incondicional, ao invés de avaliar seu sucesso apenas pelo seu desempenho escolar.

O adulto deve estar atento para não diminuir as chances da criança em se desenvolver por ela mesma.

Definir caminhos para elas através daquilo que julgamos importante pode ser perigoso. Esperamos que a criança tenha um ótimo desempenho, vá para as universidades mais concorridas, faça diversas aulas e vá muito bem em todas. Esperamos que elas desempenhem tudo com perfeição, desempenho pelo qual não fomos cobrados.

Orientar as crianças para que não cometam erros, não percam tempo e para que estejam constantemente se exercitando mentalmente ou fisicamente de forma a não prejudiquem seu futuro podem acarretar em diversas consequências.

O tempo livre desaparece e a falta de um momento para brincar influencia na oportunidade da criança ser o que de fato ela é e precisa ser.

Desde que estejam se exercitando para o futuro que almejamos para elas, os absolvemos de participar das tarefas rotineiras e inclusive de dormir o tempo necessário.

Dizemos que o principal é ver nossas crianças felizes, mas a primeira coisa que nos preocupamos é sobre seu desempenho na escola e nas aulas especializadas.

Algumas vezes podemos transparecer que a nossa aprovação, o nosso amor e o valor que a criança tem são originados a partir do seu desempenho acadêmico.

A criança cresce e continua se cobrando muito pelo seu desempenho. Ela se sente obrigada a ingressar em uma das poucas universidades extremamente concorridas. Nesta etapa de suas vidas, os jovens, independentemente de onde irão cursar o ensino superior, já se sentem cansados, esgotados, envelheceram antes do seu tempo desejando apenas que um adulto durante a sua infância tivesse dito que todo o seu esforço foi satisfatório e suficiente.

Mas agora as antigas crianças já estão muito ansiosas e algumas possuem características depressivas. Elas se perguntam se realmente todo o seu esforço e até mesmo se a vida que tiveram ainda valerá a pena.

Os adultos muitas vezes não enxergam um futuro feliz sem ser através desse caminho ou talvez, talvez mesmo, se preocupam em suas crianças não terem um futuro em que eles possam se vangloriar e encher a boca para comentar com os conhecidos.

(A continuação deste texto será publicado em um segundo post. Não perca!)




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