Estímulos demais, concentração de menos!

Vivemos tempos frenéticos e o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, cuida, consola, ampara e satisfaz) crianças como antigamente.
O iPad, por exemplo, já é companheiro nas refeições de milhares de crianças. Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na programação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta durante os comerciais – mesmo quando elas estão comendo.
Muitas crianças têm atividades extras curriculares pelo menos três vezes por semana, entre escola, cursos, esportes e reforços escolares. Há, em quase todas as casas, uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda coisas” e não “morra de tédio”.
Tudo está sendo feito para que, no final, possamos aproveitar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação para o seu “sucesso”. Porém, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes. Fica tudo muito confuso e as próprias informações se misturam, fazendo com que a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.
Não corramos para cima da criança com um iPad na mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não obriguemos a babá a ter um repertório mágico para manter a criança entretida o tempo todo. O tédio nada mais é que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração.
Nossas crianças não leem mais. Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, formando frases e sentenças e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.
Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar!

Fonte: Saúde Curiosa

 




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